domingo, 19 de agosto de 2007

Fofinha

Fofinha

Perderam-na ou deixaram-na na berma da estrada.

Era uma cadela de raça pequinois,deveria ter cerca de 8 meses e possivelmente os donos para evitarem o transtorno do primeiro cio resolveram muito simplesmente abandoná-la.

Alguém se comoveu ao vê-la desorientada e perdida e foi entregá-la num canil.

A Fofinha era muito inteligente e a tratadora quando fazia a limpeza dos canis deixava-a passear nos terrenos baldios . Pouco tempo depois dela ter sido recolhida verificou-se que ela estava praticamente cega. Possivelmente teria levado uma pancada na cabeça o que lhe teria provocado a falta de vista.

Os tratamentos que então lhe foram feitos pouco melhoraram o seu estado.

Assim mesmo a Fofinha parecia uma cadela feliz.

Um dia a Fofinha num dos seus passeios matinais desapareceu.

A tratadora bem a procurou mas não conseguiu encontrá-la.

Entretanto passado algum tempo recebemos um telefonema a informar onde se encontrava a Fofinha.

Fomos vê-la. Ela imediatamente reconheceu a tratadora e mostrou uma grande alegria. Tinha sido novamente recolhida por um casal

e tinha dois filhotes de pelo comprido tal qual a mãe. Duas bolinhas de pelo

Mas infelizmente esta situação não durou muito tempo. Passados meses ao passarmos junto à ultima casa da Fofinha fomos saber dela. Tinha de novo desaparecido. Onde estará agora a Fofinha? Continuará viva? Ou acabaram-se os tormentos para a Fofinha?

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

mudar atitudes

Tenho feito algum trabalho de voluntariado num abrigo para animais abandonados em Vila Franca de Xira.
Um dia estava eu do lado de fora do abrigo vejo apearem-se de um carro que estacionou por perto, tres homens. O mais novo disse-me que já tinha lá ido buscar uma cadela que por sinal estava muito bonita, e que um dos companheiros ia escolher um cão para guarda. Fiquei logo muito contente porque era menos um que viveria nas condições deploráveis do abrigo.
Chamei a voluntária que estava a fazer tratamentos lá dentro. Ela aproximou-se e perguntou ao homem se o cão iria ficar preso. Vai ficar num canil respondeu o homem. Então não vou dá-lo respondeu a Anabela. O homem procurou emendar o que tinha dito, mas a Anabela foi inflexivel.
Não daria o cão se ele ficasse preso. " Os cães estão habituados a andar à solta e ele iria chorar todo o dia." disse a Anabela. E o homem retorquiu" Mas a casa fica longe eu nem ouviria o barulho" " Mas eu não estou procupada com o senhor estou preocupada é com o cão" respondeu a Anabela.
Fez-se um minuto de silêncio após o que um dos homens disse" Assim não vão conseguir despachar nenhum" ao que eu respondi" Está enganado senhor nós não queremos despachar os cães, queremos dá-los." E eu depois disto fiquei a pensar que cabe a nós´defensores dos direitos dos animais, mudar a linguagem como mudar atitudes ajudando os outros também a mudar.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Artesanato





Artesanato à venda no Café das Artes junto à Biblioteca

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Vai haver histórias de animais umas minhas outras de outros

Saíde.

Conheci a Marta e o Saíde num consultório veterinário .Chamou-me a atenção o ar triste do Saíde e meti conversa com a jovem (que vim a saber mais tarde chamar-se Marta).

Contou-me então a pequena grande história do Saíde.

" Um manhã ia eu a conduzir nas próximidades de Linda a Pastora e vejo um cão no meio da estrada a bater com a cabeça na divisória central da via. Será cego? interroguei-me. O transito estava parado e o cão continuava batendo com a cabeça de encontro à divisória. Sem pensar em nada senão naquele desgraçado saltei do carro e dirigi-me para o pobrezinho. agarrei-o

e quando voltava com aquele embrulhinho nos braços para o carro vejo uma camioneta de carga

atravessada na estrada barrando o caminho ao transito. O condutor fez-me um pequeno sinal e percebi que perante a cena ele tinha propositadamente fechado o transito. Agradeci com um sorriso cumplice e entrei no carro. Chegada a casa olhei condoida para os estragos que o cãozinho tinha no corpo, a alma devia estar bem pior. Parecia à primeira vista cego, tinha o corpo cheio de feridas daquelas que ficam depois de queimaduras de cigarro. Enfim o seu estado era lastimável. Levei-o ao veterinário todas as vezes necessárias à sua recuperação. Com amor e cuidados diários curou-se de todos os males de que sofria, inclusivé a vista que recuperou e ele que já não ladrava ,tinha perdido essa faculdade já ladra."

Este foi o relato comovente de uma jovem estudante que não hesitar em ajudar um companheiro quando ele mais precisava. Despedi-me dela e do Saíde com um nó na gargante mas feliz por o acaso me ter proporcionado um encontro tão bonito.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Frases sobre animais

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante". Albert Schwweitzer ( Nobel da Paz-1952)

Montado



Cogumelos


Amanita


Amanita




Amanita


Amanita


Amanita